Portugal desconhece «incidentes com abelhas» devido ao uso de pesticidas

As autoridades portuguesas desconhecem incidentes com abelhas provocados pela exposição a pesticidas contendo substâncias que estão na mira da Comissão Europeia, depois de terem sido divulgadas conclusões «inquietantes» sobre o seu impacto nestes insectos.

«Não são do conhecimento da Direcção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), nem foram confirmados pela Federação Nacional dos Apicultores de Portugal, incidentes com abelhas em resultado da exposição a produtos fitofarmacêuticos contendo as substâncias activas referidas», adiantou o gabinete de comunicação do Ministério da Agricultura numa resposta enviada à Agência Lusa.

Alguns países europeus já decidiram suspender, total ou parcialmente, a utilização de pesticidas com os três nicotinóides em causa, Clotianidina, Tiametoxam e Imidaclopride, mas Portugal mantém, para já, a autorização

Dois destes produtos estão autorizados para tratamento de sementes, GAUCHO, com base em imidaclopride e PONCHO, com base em clotianidina, que não é comercializado em Portugal e os restantes para aplicação sobre as culturas para controlar as pragas.

O Ministério da Agricultura realça que Portugal tem acompanhado as discussões relativas a possíveis efeitos de pesticidas sobre as abelhas e vai participar «activamente (…) no próximo Comité Permanente da Cadeia Alimentar e Saúde Animal, a realizar no final de Janeiro adoptando a posição em comum estabelecida».

Os estudos científicos realizados nos últimos anos permitiram concluir que os pesticidas «sistémicos» ou «neonicotinóides» têm um impacto letal sobre as abelhas, desorientando-as ao ponto de não conseguirem regressar às colmeias.

Fonte: Lusa (via Confagri)