Plano Nacional de Recursos Genéticos Vegetais perto da conclusão

vegetaisO Plano Estratégico Nacional para os recursos genéticos vegetais, que visa a conservação das espécies e a valorização económica da atividade agrícola, estará pronto até ao final deste mês de fevereiro.

O anúncio foi feito por Ana Maria Barata, responsável do Banco Português de Germoplasma Vegetal do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, durante uma visita do secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agro-alimentar, Nuno Vieira e Brito.

O governante afirmou que aquele plano estratégico irá beneficiar, desde logo, os agricultores portugueses, que terão acesso a recursos genéticos que lhes darão a possibilidade de colocarem no mercado produtos inovadores e diferenciados, logo, mais competitivos.

«A nossa agricultura não é de quantidade, mas sim de qualidade. Deve apostar no tradicional. Para isso, precisamos dos nossos recursos genéticos, que são diferenciados», referiu Nuno Vieira e Brito.

Ana Maria Barata garantiu que o plano estratégico estará pronto ainda este mês de fevereiro, pondo «todo o país a trabalhar em prol da conservação dos recursos genéticos».

Instalado em Braga desde 1977, o Banco Português de Germoplasma Vegetal já realizou 115 missões de colheita, essencialmente no país, estando atualmente ali conservadas mais de 100 espécies, num total de 44.752 unidades. São, sobretudo, espécies para a alimentação e a agricultura.

«A nossa ambição é sermos um centro de competências de recursos genéticos em Portugal», afirmou Ana Barata. Quem efetuar «levantamentos» naquele banco tem de assumir que vai multiplicar as sementes, para assegurar a sobrevivência das espécies.

«Os recursos genéticos vegetais são muito importantes, sobretudo neste momento tão complicado de alterações climáticas», disse ainda Nuno Brito.

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