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Tempestade Kristin permitirá produzir mais 4 milhões de plantas de pinheiro-bravo

Mau tempo criou uma oportunidade invulgar nas áreas de pinhal afetadas na Marinha Grande: a possibilidade de recolher pinhas diretamente do solo, permitindo acelerar a recolha de semente de pinheiro-bravo num contexto de escassez. Uma equipa mobilizada pelo Centro PINUS contribuiu para este esforço com a recolha de cerca de 10 toneladas de pinha.

Na sequência da tempestade Kristin, a queda de árvores abriu uma janela de oportunidade rara, permitindo a recolha de pinhas a partir do solo. Neste contexto, o Centro PINUS esteve no terreno entre 25 de março e 24 de abril, e recolheu cerca de 10 toneladas de pinha, em estreita colaboração com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), que está a desenvolver uma operação de recolha de semente em áreas de pinhal afetadas pela tempestade Kristin no concelho da Marinha Grande, incluindo a Mata Nacional de Leiria.

Em condições normais, a colheita de pinhas é realizada diretamente na copa de árvores em pé, um processo exigente, oneroso e limitado no tempo. O mau tempo criou condições excecionais que permitem recolher pinhas a partir do solo, aumentando significativamente a eficiência desta operação, e permitindo fazer face à escassez atual de semente de pinheiro-bravo.

As dez toneladas de pinha recolhidas correspondem a um rendimento estimado de cerca de 300 quilos de semente, suficiente para produzir aproximadamente 4,08 milhões de plantas, com potencial para arborizar - ou rearborizar - cerca de 3 264 hectares de pinhal.

O contributo agora assegurado pelo Centro PINUS equivale à média anual de produção de semente certificada das últimas quatro campanhas, reforçando assim de forma significativa o esforço em curso.

A operação, coordenada pelo ICNF no âmbito das suas competências de recolha e disponibilização de sementes florestais, tem como objetivo não só aumentar a disponibilidade de semente para futuras ações de arborização, mas também salvaguardar o património genético de um dos pinhais mais emblemáticos do país.

Num contexto de resposta a um evento extremo, esta colaboração evidencia como diferentes entidades podem contribuir, de forma complementar, para transformar uma situação adversa numa oportunidade concreta de recuperar a floresta.