Entre Douro e Minho: densidade da sementeira na cultura da soja

Por: Rosa Marisa Duarte Moreira e Maria Eugénia dos Santos Nunes

soja

A introdução de uma leguminosa como a soja nos sistemas de produção da região de Entre Douro e Minho revela-se fundamental para diminuir as quantidades de azoto aplicadas nos solos desta região, diminuindo dessa forma o consequente impacto ambiental negativo proveniente desta prática agrícola.

A cultura da soja desenvolve-se em condições de produção semelhantes às da cultura do milho podendo por essa razão ser considerada válida de ser introduzida nesta região agrária.

O efeito da densidade de plantas na produção de soja foi avaliado usando uma cultivar de maturação precoce (PR91M10).

As variáveis dependentes foram: planta, altura, peso total da planta e componentes de rendimento.

O maior rendimento obtido foi observado nas plantas de soja que se desenvolveram com um espaçamento entre-linha de 0,35m, correspondendo a 35,7 mil plantas por hectare.

Introdução

Na região agrária de Entre Douro e Minho, têm se verificado nas últimas décadas, mudanças estruturais e económicas.

As políticas de ordenamento do território, o crescimento de vários setores económicos, a gestão dos fatores de produção na exploração agrícola e o surgimento de unidades de transformação agroindustrial, provocaram a degradação dos ciclos agroflorestais, dando lugar a sistemas agropecuários intensivos, baseados em bovinos de raças exóticas, especializados na produção de leite.

Este sistema de produção é caracterizado por uma sucessão de culturas forrageiras anuais: o milho para silagem e uma cultura intercalar de Inverno, normalmente o azevém, as quais se mantiveram desde os sistemas mais antigos de “campo-bouça”, comprovando assim a sua importância para a região.

Contudo, a utilização de rotação de culturas, com leguminosas traria vantagens tanto para a conservação do solo como para o ambiente, pois para além da adubação azotada aplicada no milho e no azevém, os solos são ainda suplementados com azoto proveniente da aplicação de chorume, o qual pode representar uma adição de 140 a 500 kg/ha/ano de azoto.

Uma alternativa para reduzir o impacto ambiental, seria a incorporação de uma oleoproteaginosa como a soja, no sistema de produção, visto que, por apresentar exigências edafo-climáticas idênticas às da cultura do milho, a sua adaptação às condições de produção da região de Entre Douro e Minho passara por utilizar uma variedade adaptada.

Apesar de em Portugal, não existir tradição na produção de soja, vai havendo alguma investigação sobre adaptação de variedades e produção em pequenas áreas nas regiões do Centro e Sul do país.

No sentido de diminuir a importação de oleaginosas e proteaginosas, seria importante cativar os agricultores apoiar os agricultores á produção de soja e facultar-lhes alternativas de utilização.

(Continua)

Nota: Artigo publicado na edição impressa do Suplemento Grandes Culturas 10.

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