A importância da polinização na Agricultura

Por: Miguel Costa/Pedro Jarmela/Ana Paula Sançana/André Halak/ Humberto Rocha/Teresa Letra Mateus

apicultura

Resumo

A polinização por vetores é um serviço valioso para o ecossistema permitindo o transporte de pólen de flor para flor através de agentes poli­nizadores bióticos.

Aproximadamente 90% das espécies de flores em todo o mundo estão de­pendentes desta polinização para a reprodução e manutenção da variabilidade genética.

Os in­setos polinizadores podem ser vistos como os principais responsáveis pela obtenção de vários tipos de culturas agrícolas, contribuindo para o aumento da diversidade genética da flora e aumento da produção.

A gestão agroambiental dos territórios explorados na produção agrícola pode beneficiar com implementação de sistemas de polinização e elaboração de estratégias tendo em vista as interações entre seres vivos e os campos cultivados.

O objetivo deste artigo é rever alguns exemplos relativos à introdução de algumas espécies de aves e so­bretudo de colmeias com abelhas Apis mellife­ra capazes de promover uma eficaz polinização de campos agrícolas, nomeadamente pomares, de uma forma sustentável e ecológica.

A polinização e os animais polinizadores

A polinização por vetores é um serviço valioso para o ecossistema permitindo o transporte de pólen de flor para flor através de agentes poli­nizadores bióticos como aves, abelhas, borbo­letas, vespas, e outros seres vivos que visitam flores como fonte de alimento ou que contac­tam com a mesma por proximidade com o habitat natural.

Esta polinização também pode ser feita por agentes abióticos como o vento ou a chuva (Russo et al., 2015; Dicks et al., 2015; Graystock et al., 2016). Aproximadamente 90 % das espécies de flores em todo o mundo es­tão dependentes da polinização biótica para reprodução e manutenção da variabilidade genética (Menz et al., 2012).

Os insetos poli­nizadores podem ser vistos como os principais responsáveis pela obtenção de vários tipos de culturas agrícolas, contribuindo para o au­mento da diversidade genética da flora, desen­volvimento de sementes, aumento da produ­ção e melhoramento das propriedades físicas dos alimentos (Russo et al., 2015; Dicks et al., 2015; Graystock et al., 2016).

Nota: Este artigo foi publicado na edição n.º 20 da Revista Agrotec. Para aceder à versão integral, solicite a nossa edição impressa. Contacte-nos através dos seguintes endereços:

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