UE: Produção de Vinho desce 10% esta campanha

E7701956-Grape_harvest-SPLAs novas estimativas de colheita da Copa-Cogeca para 2014 no setor vitícola foram apresentadas sexta feira em Bruxelas. Estas apresentam uma redução da produção de 9,9% em comparação com o ano transato, confirmando assim a necessidade de regular a plantação de vinhas para contrariar a extrema volatilidade do setor viticola.

O Presidente do grupo de trabalho do Copa-Cogeca adiantou que “segundo as estimativas, a colheita deste ano ascenderá a 157.7 milhões de hectolitros, representado menos 9.9% do que no ano passado.

Devido às diferentes condições de cultivo, nas diferentes zonas de produção, a qualidade da uva é muito variável, por vezes até dentro da mesma região. Os números dos últimos três anos também indicam uma grande variabilidade das colheitas, que têm uma reação direta com a variabilidade das condições climáticas, como a seca ou as inundações. Estas situações confirmam a necessidade de regulamentar as plantações de vinhas para todo o tipo de vinhos, para manter o equilibrio do setor. O novo sistema europeu de autorizações das plantações de vinha vão de encontro ao modelo europeu de viticultura, que permite a manutenção da agricultura familiar ao mesmo tempo que assegura o dinamismo do setor.

Neste sentido, prosseguiu: “A nível europeu, as existências de vinho estão num nível inferior ao do ano passado e o Copa-cogeca pensa que este ano irá haver menos vinho no mercado. Por isso, os preços deverão manter-se a um nível estável e eventualmente subir em algumas zonas de produção da europa”.

O secretário geral do Copa Cogeca, Pekka Pesonen, destacou a importância do setor vitícola na UE, insistindo que a UE é o primeiro exportador de vinho a nível mundial.

“Com o objetivo de manter a sua importância económica, devemos defender os interesses dos produtores vitícolas durante as próximas negociações comerciais bilaterais com os EUA, China, África do Sul e Japão, e lutar pelo reconhecimento do sistema de Indicações Geográficas da UE (IG) que protege as imitações da produção de qualidade da UE.

Também pedimos que sejam protegidas na internet. Tornar livre o uso destes nomes de domínio, como por exemplo “.vin” ou “wine” poderá dar lugar ao abuso do sistema europeu de indicações geográficas, para além de enganar o consumidor relativamente ao produto. Assim, o Copa-Cogeca insta a Presidência italiana a tomar medidas e a proteger as especialidades regionais e os produtos de qualidade cobertos por indicações geográficas nas negociações com a ICANN, a corporação americana encarregada pela atribução de novos nomes de domínio”.

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