Quebras na produção de mel de rosmaninho no Algarve

Os apicultores do Algarve atribuem às condições climáticas a quebra de 45% a 50% de produção de mel de rosmaninho que se registou este ano.

O decréscimo acentuado ficou a dever-se a três semanas consecutivas de chuvas em maio.

A Associação dos Apicultores do Sotavento Algarvio (MELGARBE) informou que a principal recolha de mel de rosmaninho, o mais apreciado da região, se faz entre junho e agosto, daí que só agora seja possível apurar os prejuízos provocados pelas chuvas intensas que ocorreram no final de maio, quando algumas zonas da costa algarvia foram notícia devido a inundações.

A apicultura é uma das atividades mais vulneráveis aos fenómenos meteorológicos imprevisíveis, que agora ocorrem com mais frequência devido às alterações climáticas.

A produção média desta variedade de mel tem atingido, nos últimos anos, as 12 mil toneladas, mas o dilúvio de maio baixou a estimativa deste ano para metade desse valor.

Além da recolha efetuada no verão, em outubro é tempo do mel de alfarrobeira e em dezembro fica pronto para colheita o mel amargo.

Estas, porém, são variantes que dão quantidades mais reduzidas. A MELGARBE, com cerca de 800 apicultores inscritos, refere que há 80 mil colmeias declaradas no Algarve.

Fonte: Greensavers