Proteção Fitossanitária do Pistácio: Bactérias e Pragas

Numa altura em que Portugal dá os primeiros passos na instalação de pomares de pistácio, o Engenheiro, Professor e Consultor Agrícola Elder Lima Leite contextualiza e descreve os desafios fitossanitários inerentes ao processo de produção desta cultura. Neste excerto, encontra informações sobre as bactérias e pragas que podem afetar esta cultura.

Bactéria: Xylella fastidiosa (Wells, et al.)

Esta bactéria, detetada em Itália na região de Apúlia em 2013 e na Córsega em 2015 em plantas ornamentais (Poligala myrtifolia), foi detetada em oliveiras na região de Madrid já em 2018. Já este ano apareceu em plantas de lavandula na região do grande Porto, sem sintomas.

Biologia

É uma bactéria vascular que vive no xilema das plantas. Transmite-se por intermédio de insetos vetores, principalmente cicadelídeos, afroforídeos e cercopídeos. Muitos destes insetos, como o Philaenus spumarius existem espalhados pela Europa. Se virem em certas ervas um género de saliva ou espuma, quase de certeza que lá se encontrará um possível vetor. A dispersão a grandes distâncias faz-se principalmente pelo comércio de plantas.

Fatores de nocividade

• Existência de insetos vetores;

• Existência de vento;

• Comércio de plantas hospedeiras contaminadas;

• Material vegetal contaminado.

Estragos e prejuízos

• Em 2013 quando apareceu em Itália causou a morte de milhares de oliveiras.

Plantas hospedeiras

• São várias dezenas já conhecidas, como a oliveira, a vinha, a amendoeira, citrinos e ornamentais como ácer, plátano, nerium, entre outros.

Meios de proteção

• Não existem meios de luta diretos;

• Sendo uma bactéria de quarentena e devido à sua perigosidade, foi publicada legislação comunitária estabelecendo medidas de emergência para o seu controlo;

• Foi elaborado pela DGAV um plano de contingência onde se destaca: (1) Obrigatória a receção e ou expedição de plantas da lista da comissão com passaporte fitossanitário; (2) Obrigatória a comunicação de aquisição de plantas hospedeiras oriundas de zonas demarcadas.

Continua

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Nota de Redação:

Artigo publicado na edição nº 32 da Agrotec.

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