Produção de açúcar na UE pode aumentar 6% na próxima década

O fim das quotas de açúcar na União Europeia (UE) em 2017, em conjunto com uma situação mundial na qual o consumo de açúcar vai ser superior à produção, vai conduzir a um forte aumento da produção na UE.

De acordo com a informação de previsões para o período 2016-2026 que a Comissão Europeia acaba de publicar. As estimativas apontam para um aumento de produção de 6% em 2026. No entanto, o aumento não vai ser linear no tempo, nem uniforme na geografia.

A Comissão Europeia prevê para a campanha 2016/2018 um aumento da produção de açúcar branco em 2,8 milhões de toneladas em comparação com a de 2016/2017.

Este crescimento será parcialmente exportado, já que a UE não se verá presa pelo limite de exportação da Organização Mundial do Comércio (OMC) de 1,4 milhões de toneladas e com parte destinada a reconstruir existências.

Depois de um forte aumento inicial, a produção de açúcar na UE terminava em 18,4 milhões de toneladas em 2026.

O crescimento da produção concentra-se nas regiões co custos mais eficientes, enquanto nas com menos a área cultivada será reduzida.

A superfície de beterraba vai aumentar na campanha 2017/2018 para diminuir logo de seguida, compensando o menor número de hectares com o maior rendimento.

No mercado interno, o açúcar comunitário terá que competir com a isoglucose, para a qual se espera uma conversão para um importante adoçante nas regiões com déficit de produção de açúcar. Em 2016, a UE deveria ser um exportador líquido de açúcar branco.

Em relação aos preços, a informação prevê que, a curto prazo, o açúcar na UE deverá rondar os 400 euros a tonelada, resultando em preços para a beterraba superiores a 25 euros a tonelada.

Fonte: Agrodigital