Prémio do grupo Portucel Soporcel distingue projecto pioneiro de produção de farinha de castanha

arrisca_bannerA Universidade de Coimbra atribuiu o Prémio Grupo Portucel Soporcel a uma ideia de negócio que contribui para a gestão florestal sustentável. Trata-se de um projecto de transformação de castanha em farinha sem glúten, um trabalho inovador desenvolvido por Maria Inês de Matos Vaz, mestre em Engenharia do Ambiente pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e que ganhou 2.000€. Esta distinção, inserida na categoria “Gestão Sustentável da Floresta”, foi entregue no âmbito da 6ª edição do Concurso Arrisca 2013.

Pioneiro no nosso País, este projecto centra-se na castanha com Denominação de Origem Controlada (DOC) da Terra Fria. O objectivo é transformar esta matéria-prima de primeira qualidade em farinha de castanha, produto de crescente procura, nomeadamente pela ausência de glúten, mas que Portugal tem de importar por não apostar na transformação industrial.

“Portugal é um bom produtor de castanha e as suas variedades são muito apreciadas por outros países graças às características organolépticas”, explica a autora do projecto, sublinhando que, actualmente, 70 a 80% da produção nacional é exportada, sendo que “grande parte dessa castanha é destinada à transformação em produtos que, muitas vezes, são importados para consumo final em Portugal, como é o caso da farinha”.

Assinalando que em Portugal a indústria de transformação deste fruto “ainda não está muito desenvolvida”, a autora do projecto sublinha que “não existe transformação da castanha em farinha em Portugal, mas esta já é comercializada nacionalmente através de importação de França, Itália e Espanha”.

O grupo Portucel Soporcel considera que esta iniciativa, ao gerar valor acrescentado a um produto português cuja qualidade é reconhecida internacionalmente, poderá prestar um valioso contributo à economia e gestão florestais, apresentando valências de sustentabilidade do ponto de vista económico e ambiental. O grupo Portucel Soporcel, que gere em Portugal milhares de hectares de florestas, incluindo também castanheiros, orgulha-se de poder contribuir para a valorização desta espécie arbórea.

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