Praga que está a matar a batata galega não foi detetada em Portugal

Proibição de plantação de batata na Galiza vai ser alargada a 31 municípios para combater a doença. Governo português garante que a praga não foi detetada em território nacional, embora reconheça existir risco de contaminação.

O Governo espanhol deverá estender de sete para 31 o número de municípios na Galiza onde será proibida a plantação de batatas durante dois anos devido a uma praga que está a afectar fortemente o cultivo deste tubérculo.

Em Portugal está em curso desde o início do ano passado um «programa de prospeção» e o Ministério da Agricultura garante que a doença não foi detetada.

A Tecia solanivora Povolny, uma larva de um inseto popularmente conhecida como traça da Guatemala e que destrói o miolo das batatas, tornando-as impróprias para consumo, foi descoberta em Espanha em 1999, nas Canárias, onde ainda não foi erradicada.

Chegou à Galiza em 2015, na província de Ferrol, e rapidamente se estendeu pelo norte da região, tendo mesmo chegado às Astúrias.

Desde essa altura o Governo galego e o Executivo nacional espanhol tomaram diversas medidas para combater a praga que não impediram que ela se espalhasse rapidamente pelo território. Embora a maioria das plantações atingidas sejam de autoconsumo, as autoridades de Espanha temem que a traça da Guatemala possa atingir grandes áreas produtivas, onde são plantadas batatas reconhecidas pela União Europeia como sendo de zona de Indicação Geográfica Protegida e que a sua exportação venha a ser proibida para este espaço europeu.

Segundo diversos especialistas ouvidos pela imprensa espanhola, a praga não é perigosa para a saúde humana.

Fonte: Público