Portugal assume a presidência da Irrigants d’Europe até 2020

regadio

A Irrigants d’Europe, constituída a 14 de junho deste ano, nasceu para defender os interesses do setor junto das instâncias europeias e para explicar à sociedade a importância do regadio na produção de alimentos. Portugal assume a presidência desta associação até 2020.

A cerimónia da assinatura de constituição da Irrigants d’Europe decorreu a 14 de junho, em Santarém, com a presença das quatro federações de regantes suas fundadoras – ANBI (Itália); FENACORE (Espanha); Irrigants d’France e FENAREG (Portugal) e do Ministro da Agricultura de Portugal.

Por decisão unânime dos pares, Portugal assume a presidência da Irrigants d’Europe no primeiro mandado, entre 2017 e 2020.

«A água e o regadio são essenciais à competitividade da agricultura no Sul da Europa. Com a criação da IRRIGANTS d’EUROPE os agricultores regantes partem para a negociação da próxima reforma da Política Agrícola Comum com uma posição fortalecida e mais aptos a defender os seus interesses», afirmou Luís Capoulas Santos, Ministro da Agricultura de Portugal.

«A Irrigants d’Europe visa participar ativamente nos processos decisórios europeus, oferecendo a riqueza da experiência e do conhecimento dos seus membros, mantendo fortes raízes em séculos de gestão e de governança da água em agricultura. Em vésperas da revisão da Diretiva Quadro da Água e da revisão da PAC, faz todo o sentido que os representantes do regadio se unam numa entidade que tem como principal objetivo defender esta atividade, fundamental na agricultura dos países mediterrânicos e não só. Mais que um direito, esta é uma obrigação que nos assiste», considerou José Núncio, presidente da FENAREG - Federação Nacional de Regantes de Portugal, por inerência presidente da Irrigants d’Europe.

«Congratulo-me com a união de quatro federações de regantes do Sul da Europa agora representadas pela IRRIGANTS d’EUROPE e estou certo de que saberemos defender o regadio num momento tão importante como o atual, em que se prepara a revisão da Diretiva Quadro da Água na UE», acrescentou Éric Frétillère, presidente da Irrigants de France.

«Pela primeira vez os agricultores do Sul da Europa falam a uma só voz para defender o regadio, que hoje é um recurso imprescindível na agricultura do Mediterrâneo, mas que no futuro será também uma necessidade para os países do Centro da Europa, devido às alterações climáticas. A criação da IRRIGANTS d’EUROPE representa um grande passo para toda a agricultura europeia», afirmou Adriano Battilani, presidente da Associazione Nazionale Consorzi di Gestione e Tutela del Territorio e Acque Irriga, de Itália.

«Até 2030 precisamos de produzir mais 40% de alimentos para suprir as necessidades da crescente população mundial e temos que o fazer usando menos água e menos terra per capita. Isso só se consegue através do armazenamento de água para uso na agricultura e com um regadio eficiente. A IRRIGANTS d’EUROPE fará ouvir a sua voz em Bruxelas para que os países do Norte da Europa percebam a importância desta mensagem», rematou Andrés del Campo, presidente da Federación Nacional de Comunidades de Regantes (Fenacore), de Espanha, e também presidente da Comunidade Euromediterrânea de Regantes (EIC).

A Irrigants d’Europe representa 75% da área de regadio na Europa (7,7 em 10,2 milhões de hectares de regadio). Os objetivos desta associação constam da “Declaração de Santarém”, assinada pelas 4 federações fundadoras.

A associação terá a sua sede social em Bruxelas, em local a anunciar brevemente.