PDR2020: primeiro ano com balanço positivo

A Autoridade de Gestão do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR2020), celebrou, recentemente, o seu primeiro ano de vida. Na sequência desta celebração, Patricia Cotrim, gestora do PDR2020, salienta os feitos já alcançados: «Em apenas 12 meses, atingimos resultados notáveis: conseguimos executar o PRODER a 100% no final do primeiro semestre de 2015 e simultaneamente, implementar, operacionalizar e iniciar a análise de candidaturas do PDR2020. No início de novembro de 2015, temos 60% do novo programa operacionalizado», afirmou, em artigo publicado na página do programa.

No mesmo artigo, a responsável refere que «iniciámos a operacionalização do PDR2020 em novembro de 2014, antes mesmo da sua aprovação pela Comissão Europeia em dezembro de 2014, e já disponibilizámos ao setor as medidas com maior impacto, nomeadamente, o apoio ao investimento na agricultura e na transformação e comercialização de produtos agrícolas, o apoio à instalação de jovens agricultores (fomos o primeiro Estado-membro da União Europeia (UE) a disponibilizar a medida de apoio aos jovens agricultores), as medidas agroambientais, as medidas de apoio às zonas desfavorecidas, as medidas florestais e abordagem LEADER, com o reconhecimento dos Grupos de Ação Local (GAL)».

A estimativa é que o PDR2020 «atingirá uma execução de 15% até ao final do ano», salientava Patrícia Cotrim, acrescentando que «é inédito em Portugal encerrar um programa a 100% (PRODER) no primeiro ano de um novo programa, executando simultaneamente mais 15% deste».

«O regime de transição entre períodos de financiamento, negociado pelo Governo português com a Comissão Europeia, foi essencial para que não houvesse hiatos de investimento e, consequentemente, para que o excelente ritmo de investimentos a que temos vindo a assistir nos últimos anos, por parte do sector agroalimentar e florestal, não abrandasse», lê-se no artigo.
Patrícia Cotrim realçava que, início de novembro, o PDR2020 contava já «com uma taxa de execução de 9%, com mais de 337 milhões de euros de despesa pública pagos aos agricultores. Este desempenho é facilmente constatado nos dados de execução que apresentamos, preparada para que possa acompanhar periodicamente e de forma clara e transparente, o percurso do PDR2020».

Mas o balanço do PDR2020 «não se faz somente em números. Faz-se, acima de tudo, de pessoas. Quem investe, quem produz, quem demonstrou resiliência, mantendo e aumentando o esforço de investimento na agricultura. Estão já 4.500 milhões de euros de investimento/custo candidatados, dos quais 2.000 milhões de euros estão aprovados», afirmava a gestora do PDR. E concluía, dizendo que 2015 «foi um ano de enormes desafios, muito trabalho, e expressivos resultados que constituem para nós um acréscimo de responsabilidade e um estímulo para continuar a trabalhar para a concretização dos objetivos do programa, contribuindo para que o tecido empresarial agrícola ganhe sustentabilidade, competitividade, dinamismo e atratividade, e a agricultura portuguesa se robusteça com mecanismos sólidos e permanentes que lhe permitam fazer face a um mercado global cada vez mais exigente».

Recorde-se que já no início de dezembro de 2015, Patrícia Cotrim informou que o PDR2020, comparando com outros, estava com um ritmo elevado de operacionalização.
Na altura, a responsável revelou que 60% do programa estava operacionalizado.

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