PAC custa menos de 1% da despesa pública total da UE

Em resposta ao lançamento da consulta pública da Comissão Europeia sobre a modernização e simplificação da Política Agrícola Comum (PAC), o Copa-Cogeca destacou a necessidade de uma política sólida, comum e sustentável para abordar os atuais e futuros desafios.

pdr

O secretário-geral do Copa-Cogeca, Pekka Pesonen, através de Bruxelas, declarou que «recebe com satisfação o lançamento da consulta pública, que proporciona aos agricultores europeus e às cooperativas agrícolas da União Europeia (UE) a oportunidade de serem ouvidos e ajuda a dar forma à futura Política Agrícola Comum (PAC)».

Pesonen afirma que acreditam que «a PAC, que já deu bons resultados até agora, representa uma boa rentabilidade por dinheiro investido. Custa menos de um por cento da despesa pública da UE e, em troca, garante o fornecimento sustentável de alimentos a 500 milhões de consumidores. Também assegura o crescimento e emprego das zonas rurais, contribui par a biodiversidade e gera inúmeros benefícios para o ambiente».

No entanto, assinala Pekka Pesonen, continuam com problemas para entender a última reforma da PAC, que está em vigor apenas nos dois últimos anos.

Por esta razão, estão a favor de uma “evolução” da PAC e não de uma “revolução”. «Não podemos continuar a mudar a PAC em cada dois anos se queremos garantir uma agricultura económica e ambientalmente sustentável», reforçou Pesonen.

Um elemento chave da futura PAC é a simplificação das atuais normas, já que muitos agricultores consideram a burocracia e as formalidades administrativas os piores factores para os agricultores. A simplificação é particularmente importante no caso no caso dos requisitos do “greening”.

Perante a crescente volatilidade dos mercados, destacam também o estabelecimento de medidas que ajudam os agricultores a gerir melhor os riscos e a desenvolver os mercados futuros. Para isso, é necessário impulsionar ainda mais o desenvolvimento das cooperativas, que permitem aos agricultores unir as suas forças e comercializar os seus produtos. Outro aspeto chave é a mudança geracional, já que se deve atrair novas entradas no setor e tornar facilitar a sua instalação através de medidas mais específicas, disse o secretário-geral do Copa-Cogeca.

Acreditam que é importante manter a atual estrutura da PAC, com o primeiro e segundo pilar.

O segundo concentra-se no desenvolvimento rural, razão pela qual é fundamental dispor na União Europeia de uma política de desenvolvimento rural forte para garantir aos agricultores e suas famílias uma vida digna em termos de educação, como por exemplo creches e o acesso à internet em banda larga. Este é particularmente importante para a utilização de novas tecnologias como, por exemplo, a agricultura de precisão e aumentar a sua eficiência produzindo mais com menos, um tema que o Copa-Cogeca pretende aprofundar com os dirigentes agrícolas de toda a UE durante a reunião de alto nível, que terá lugar a 9 de Fevereiro.

Por último, Pesonen afirma que esperam, com muito gosto, trabalhar com a Comissão Europeia, os eurodeputados e a presidência maltesa sobre esta questão para garantir uma PAC sustentável também para o futuro, com mais capacidade de resposta à grave crise que acabaram de viver».

Fonte: Agrodigital