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Mais de 22 milhões de euros vão ser investidos no regadio das Baixas de Óbidos

regadioO Governo aprovou um investimento de 22,2 milhões de euros para a construção da rede de rega das Baixas de Óbidos, projeto que vai irrigar 1.300 hectares de terrenos e servir um milhar de agricultores.

“É o maior investimento de sempre aprovado para o concelho, depois de muitas reuniões e muita pressão junto deste e de anteriores governos para concretizar um projeto aguardado há décadas”, disse hoje à agência Lusa o presidente da Câmara de Óbidos, Humberto Marques.

De acordo com o autarca, a verba de 22,2 milhões de euros foi aprovada na sexta-feira pelo secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque, assegurando assim “o financiamento de 100% do projeto”, candidatado ao regime de transição do PRODER (Programa de Desenvolvimento Rural).

A rede de regadio das Baixas de Óbidos foi concebida para irrigar 1.300 hectares de terrenos agrícolas e servir cerca de mil agricultores das freguesias da Amoreira e do Olho Marinho, em Óbidos, e do Pó e da Roliça, no Bombarral.

Integrada no Projeto Hidroagrícola das Baixas de Óbidos, a rede é aguardada desde 1978. O regadio está agregado à construção da Barragem do Arnóia, obra de 6,5 milhões de euros, concluída em 2005, e parada desde então devido aos sucessivos adiamentos na conclusão da rede de rega.

“O caderno de especificações está concluído e estimo que em breve se iniciem os preparativos para o lançamento do concurso público internacional e que a obra se possa iniciar ainda este ano”, afirmou o presidente.

A expectativa da autarquia é que “a rede de rega esteja pronta a funcionar dentro de dois anos e meio”, acrescentou Humberto Marques, sublinhando a importância do equipamento que “irá potenciar em duas a três vezes a produção hortícola e frutícola do concelho e da região”.

Destinado em 60% a pomares e 40% a hortícolas, o projeto permitirá, por exemplo, aumentar a produção média de pera rocha de 12 toneladas (em sequeiro) para 40 toneladas por hectare, em regadio.

“É um investimento com impacto na economia regional e nacional, no aumento do rendimento dos produtores, no número de empregos que se podem criar, mas também contribuindo para o Produto Interno Bruto e para o aumento das receitas do próprio Estado”, concluiu Humberto Marques.

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