Leite: Europa será mais competitiva após fim das Quotas

producao-leite Com preços mínimos de 0,325 €/litro, termina a 1 de Abril 30 anos de quotas leiteiras na Europa. Um panorama com uma dupla vertente: os produtores pecuários terão que se habituar à volatilidade dos preços, mas também se podem abrir novas oportunidades.

Segundo o leilão Agro-pecuário espanhol de León, nos mercados globais existe uma crescente procura de lacticínios por parte dos países emergentes, e apenas poucos países, como a Nova Zelândia, França, Irlanda e Países Baixos, têm um grande superavit. Pelo contrário, os países mais populosos do mundo, como a China, Índia, Japão, Rússia, Nigéria e o Brasil dependem em grande parte das importações, já que cada vez mais a classe média destes países procura lacticínios.

Prevê-se que a produção de vacas leiteiras na Europa seja mais competitiva que nos países emergentes. Por exemplo, na China, a falta de solos permite a criação apenas em quintas, onde necessitam de cereais e forragens para a alimentação os animais, que têm de importar. Existem estudos que indicam que na China o custo do litro de leite em 2014 foi de 0,20€ o litro, mas acredita-se que em 2030 poderá aumentar para o dobro (0,40€/l).

Segundo o leilão, o comércio e a procura mundial de lacticínios apresenta um crescimento mais rápido que a produção de leite e, por isso, pode se afirmar que a queda de preços do leite registada, apesar de ser substancial, é temporária.

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