Glifosato: eurodeputados contra renovação da autorização

A polémica à volta da autorização do uso do glifosato continua e o que é certo é que a data de 30 de junho, a qual define o limite para a autorização do uso do glifosato atualmente em vigor, começa a aproximar-se, sem se decidir se a autorização para o uso do herbicida mais utilizado no mundo vai ser renovada ou não.

Em 2015 estalou a polémica com um relatório da OMS, que considerava o glifosato potencialmente cancerígeno, o que foi imediatamente contestado pelos seus fabricantes.
Este relatório levou a Comissão Europeia a pedir um parecer científico à EFSA (European Food Safety Authority), que veio negativo, o que levou a Comissão, numa primeira fase, a prorrogar a autorização até 30 de junho e, muito recentemente, a propor a autorização por mais quinze anos (tempo normal para este tipo de produtos).
Esta posição da Comissão foi, no entanto, muito contestada no último Conselho Especial de Agricultura, com um grupo de países, liderados pela França, a serem contra a renovação da autorização do uso do glifosato.

A polémica tem vindo a crescer e, neste momento, chega uma votação do Comité do Meio Ambiente do Parlamento Europeu, onde, por 38 votos a favor, 6 contra e 18 abstenções, os eurodeputados manifestaram-se contra a renovação da autorização.
Os eurodeputados exigem mais estudos científicos, pois defendem que um produto que já está espalhado por todo o lado e que tem suspeitas de poder ser potencialmente cancerígeno, tem de ser muito bem estudado.

Com esta polémica, uma coisa parece certa, a Comissão não vai renovar a licença por mais quinze anos. No entanto, devido à grande importância que tem em termos de custos para o setor agrícola, é de prever uma renovação da autorização de utilização no dia 30 de junho, com carácter provisório, por mais seis ou doze meses.

Fonte: Agroinfo.