Fórum do Ovino da UE apresenta lista de recomendações

O Fórum da carne de ovino da União Europeia (UE) publicou uma longa lista de recomendações para o setor. Trata-se de um verdadeiro roteiro gerado pelo trabalho deste fórum, que teve início em novembro de 2015.

Já com quatro conferências setoriais, cada uma de um dia, na última que decorreu na passada semana foram apresentadas as conclusões finais.

O presidente do Fórum, John Bryan, propôs que a implementação das recomendações seja monitorizada pelo Grupo de Diálogo Civil do setor de ovinos.

As duas principais conclusões dizem respeito à necessidade de manter o apoio económico ao setor, caso não se pretenda que este desapareça com danos, não apenas a nível produtivo mas também ambiental.

A segunda refere a necessidade de reativar o consumo interno, atualmente em declive, mediante a promoção do mesmo.

No encontro foram enumerados outros fatores a ter em atenção, como a manutenção dos pagamentos diretos ao setor, as ajudas associadas, estas últimas aplicadas em 22 Estados-membros com um valor médio de 22 euros por cabeça.

Introduzir um novo pagamento ambiental, dar prioridade ao setor nas medidas de desenvolvimento rural, priorizar os jovens em todas as ajudas e medidas para o setor, permitir a pastagem em áreas de interesse biológico em tempos de produção, estabelecer um programa de promoção e comunicação do setor de ovinos no mercado comunitário para conseguir reativar o consumo, que nos últimos 15 anos caiu 40%.

Outras medidas passam por: melhorar a transparência de mercado com o estabelecimento de um Observatório de Preços, estender ao setor o estabelecimento de uma relação contratual de forma a fortalecer a posição do produtor na cadeia produtiva, proteger o setor das importações através de medidas como, por exemplo, não aumentar o acesso ao mercado comunitário e considerar o setor de ovinos como sendo sensível nas negociações de acordos comerciais e exigir as mesmas normas às importações, procurar uma solução política para o comércio com o Reino Unido após o Brexit e, por último, manter a derrogação da identificação eletrónica para os animais que vão diretamente para abate.

Fonte: Agrodigital