FAO: A mandioca tem grande potencial como cultura do século XXI

O modelo de agricultura que respeite o meio ambiente chamado “produzir mais com menos“, que promove a FAO pode aumentar de forma sustentável a produção de mandioca em 400 por cento e conseguir que passe de alimento de pobres para a cultura do século XXI, disse ontem a organização das Nações Unidas.

Num guia de campo que acaba de ser publicado e descreve como aplicar esse modelo para a produção de mandioca em pequena escala, a FAO disse que a produção global do tubérculo aumentou em 60 por cento desde 2000 e vai acelerar ainda mais na década actual, reconhecendo as autoridades o seu enorme potencial.

No entanto, o uso intensivo de factores de produção defendido na Revolução Verde do século passado, corre o risco de provocar maiores danos nos recursos naturais e aumentar as emissões de gases com efeito de estufa responsáveis pelas alterações climáticas.

A solução, de acordo com a FAO, está na abordagem “produzir mais com menos”, que consegue um maior rendimento, melhorando a saúde da terra, ao invés do uso intensivo de produtos químicos. Salvar e Crescer minimiza as perturbações do solo causadas pela lavoura convencional – como o arado – e recomenda a manutenção de uma capa protectora de vegetação no solo.

Ao invés de monoculturas normalmente associadas a sistemas de agricultura intensiva, “produzir mais com menos” incentiva a policultura e a rotação de culturas, e suporta a protecção integrado de pragas, que usa material livre de doenças e inimigos naturais de pragas “para acabar com insectos nocivos, ao contrário de pesticidas químicos.

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