Estados Unidos da América soma cinco anos como maior consumidor mundial de vinho

Em 2016, a superfície vitícola mundial situa-se em 7,5 milhões de hectares, semelhante à de 2015.

A superfície na China passou por um aumento de mais 17 mil hectares entre 2015 e 2016, até um total de 847 mil hectares e coloca-se na segunda posição mundial, à frente da França com 790 mil hectares.

A produção mundial de uva, destinadas a todos os tipos de utilização, em 2016 é de quase 76 milhões de toneladas. A tendência da produção de uvas desde o ano 2000 encontra-se em alta, com mais 17 por cento.

A produção mundial de vinho, excluindo sumos e mosto, em 2016 estima-se em 267 milhões de hectolitros, ou seja, um retrocesso de três por cento em comparação à produção de 2015.

O ano de 2016 ficou assinalado por condições meteorológicas difíceis que afectaram a produção de diversos países. Itália, com 50,9 milhões de hectolitros (hL) confirma o seu posto de primeiro produtor mundial, seguida pela França, com 43 milhões de hL e pela Espanha, com 39,3 milhões.

Nos Estados Unidos a América (EUA) o nível de produção permanece elevado, com 23,9 milhões de hL. Na América do Sul, as produções diminuem significativamente na Argentina, com 9,4 milhões, no Chile, de 10,1 milhões, o Brasil, com 1,6 milhões e na África do Sul de 10,5 milhões de hectolitros, como consequência das condições climáticas desfavoráveis.

O consumo mundial de vinho mostra um ligeiro aumento em 2016, estimado em aproximadamente 241 milhões de hL. Os países tradicionalmente consumidores prosseguem o seu retrocesso em benefício de novos polos de consumo.

O período compreendido entre 2000 e 2016 caracterizou-se por uma deslocação do consumo de vinho, com um crescimento em países com pouca tradição.

Os EUA, com 31,8 milhões de hectolitros, confirma a sua posição como primeiro consumidor mundial desde 2011, seguido pela França, com 27,0 milhões de hL; Itália, com 22,5 milhões, Alemanha, com 19,5 e a China com 17,3 milhões de hectolitros.

Fonte: Agrodigital