EPADR Carvalhais/Mirandela: afirmar a agricultura transmontana

A Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Carvalhais/Mirandela (EPADR) é a única instituição pública de ensino nesta área em Trás-os-Montes. «Herdeira de uma tradição formativa com 58 anos», a escola «manteve-se sempre fiel à formação nas áreas agrícola, agroalimentar, tu­rismo e tecnologias», afirma o diretor, professor Manuel Taveira Pereira. Produção Agrária/Produ­ção Agropecuária, Vitivinicultura, Controlo de Qualidade Alimentar, Mecatrónica/Mecatrónica Au­tomóvel, Agroturismo e Operador de Pecuária são alguns dos cursos lecionados por 30 docentes.

Entrevista: Ana Clara | Fotos: EPA Carvalhais/Mirandela

carvalhais

Agronegócios/AGROTEC: Fale-me um pouco do contexto em que foi criada a escola e que objetivos tem?

Manuel Taveira Pereira: A EPA Carvalhais/Mirandela tem a responsabilidade de ser a úni­ca escola profissional de agricultura pública em Trás-os-Montes. Localizando-se numa área geográfica eminentemente rural de minifún­dio e com uma boa centralidade relativamente a Trás-os-Montes. A escola vem cumprindo um papel social e económico importante a nível regional e local. Os alunos provenientes de 26 concelhos do continente, podem, se o entenderem, permanecer na escola a tempo inteiro, em regime de internato e sem qualquer encargo para as famílias. Tem como objetivos contribuir para um desenvolvimento rural sus­tentável, nos domínios da agricultura, turismo, tecnologias e ambiente, promovendo o ensino inclusivo e empreendedor, a prestação de ser­viços à comunidade e a concretização de par­cerias estratégicas. Na EPA Carvalhais/Mirandela, pretende-se definir como valores a formação e aprendizagem de qualidade, a diversidade cultural (multicultu­ralismo), a sustentabilidade social e ambiental e o empreendedorismo. Visa assim promover a inclusão social e a participação ativa dos jovens, bem como a aquisição e o aperfeiçoamento de competências-chave que impliquem a articula­ção de conhecimentos, aptidões, capacidades e atitudes facilitadoras do saber fazer em ação, permitindo-lhes, desta forma, uma mais bem­-sucedida inserção socioprofissional.

AG: Que cursos teve inicialmente e que evo­lução fez até hoje?

MTP: Herdeira de uma tradição formativa com 58 anos, a escola atravessou diferentes pe­ríodos políticos cujas opções tiveram impacto nas ofertas formativas, mas manteve-se sempre fiel à formação nas áreas agrícola, agroalimen­tar, turismo e tecnologias. Nos últimos anos, as apostas têm sido os cursos profissionais (Nível IV UE), Vocacionais e CEF (Nível II UE), tal como a educação de adultos (EFA’s e Forma­ções Modulares).

AG: Quais os cursos que têm mais procura e porquê?

MTP: Presentemente temos em funcionamen­to os cursos de Produção Agrária/Produção Agropecuária, Vitivinicultura, Controlo de Qualidade Alimentar, Mecatrónica/Mecatró­nica Automóvel, Agroturismo e Operador de Pecuária, todos com procura crescente, pela qualidade da formação e a elevada emprega­bilidade, dada a carência destes técnicos num mercado de trabalho cada vez mais exigente e profissionalizado.

AG: Que habilitações têm os alunos quando terminam os cursos e que mais valia facul­tam no mercado de trabalho?

MTP: Os diplomados com os cursos CEF e Vocacionais ficam com o 9.º ano de escolari­dade e a dupla certificação. Os diplomados dos cursos profissionais detém também a certifica­ção profissional e escolar com equivalência ao 12º ano de escolaridade. O projeto educativo aposta no empreendedorismo, valorizando não só as competências técnicas como as com­petências transversais facilitadoras da inserção na vida ativa. Na consecução do projeto edu­cativo, a formação desenvolve-se na óptica do trabalho de projeto num ambiente de aprendi­zagens ativas e significativas, privilegiando-se a interdisciplinaridade e o trabalho em equipa. O trabalho de projeto, com predominância da avaliação formativa, aliado à participação em concursos nacionais e internacionais, muni­ciam os nossos formandos com as ferramentas necessárias, tanto para a entrada imediata no mercado de trabalho como ao prosseguimento dos estudos. Para além disso, temos em pleno funcionamento o CQEP/Centro Qualifica pelo qual formamos e certificamos as competências dos adultos, assumindo-nos como importante fator de desenvolvimento profissional em Trás­-os-Montes.

(Continua).

Nota: Esta entrevista foi publicada na edição n.º 22 da Revista Agrotec.

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