EFSA dá total acesso público a dados sobre milho transgénico NK603

Numa acção inédita, a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) disponibilizou todos os dados relativos à avaliação de risco do milho geneticamente modificado NK603, tolerante a herbicidas.

O debate sobre a segurança alimentar do milho NK603 tem estado em cima da mesa nos últimos meses após a publicação, em Setembro de 2012, de um estudo sem credibilidade científica que sugere o desenvolvimento de cancro em ratos depois de estes terem sido alimentados com esse tipo de milho transgénico.

A EFSA informou que os dados das avaliações de risco passarão a ser totalmente disponibilizados e que permitirá também a presença de observadores externos nas reuniões dos comités e painéis científicos. O objectivo é promover a melhor compreensão das avaliações científicas de risco e a transparência dos processos.

Com a disponibilização destes dados, a EFSA tem a expectativa de ajudar os cientistas de diferentes áreas a desenvolverem investigação que possa vir a enriquecer o conhecimento científico a ser incluído nas avaliações de risco.

Desta forma, a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar considera que as conclusões das avaliações de risco tornar-se-ão fortalecidas e a protecção da saúde pública sairá reforçada.

O estudo de Serálini e colaboradores, que sugere o desenvolvimento de cancro em ratos depois de estes terem sido alimentados com milho geneticamente modificado (GM) NK603 tolerante a herbicida, tem como base uma investigação com muitas incorrecções de fundo que invalidam as conclusões dos autores e retiram credibilidade científica ao artigo.

A Agência Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) publicou a sua opinião sobre este artigo de Séralini, concluindo que foi «desenhado, analisado e reportado inadequadamente». Muitas autoridades publicaram  revisões  que chegam a conclusões semelhantes às divulgadas pela EFSA.

Apesar das falhas nesta investigação, Séralini e colaboradores divulgaram e publicitaram profusamente as suas conclusões não fundamentadas cientificamente, numa campanha com grupos e políticos anti-biotecnológicos,  o que é um formato muito invulgar no seio da comunidade científica.

 Para além disso, os grupos activistas contra experimentação animal fizeram notar que deixar esta linha particular de ratos, que desenvolvem tumores espontaneamente, viver tanto tempo com tumores de dimensões tão grandes.

Retirado daqui: http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia45603.aspx