CAP quer medidas para diminuir efeito da greve dos motoristas

A Confederação dos Agricultores de Portugal defende que são necessárias novas medidas de prevenção para mitigar os prejuízos dos agricultores.

Texto: Sofia Monteiro Cardoso

Perante o novo pré-aviso de greve emitido pelos motoristas de matérias perigosas, a CAP (Confederação dos Agricultores de Portugal) explica que a situação é mais complicado do que em qualquer outra altura do ano, visto que várias campanhas agrícolas estão a decorrer no momento. A imprevisibilidade que o abastecimento do combustível causa está a deixar os produtores em alerta.

Como consequência desta situação, a CAP sublinha, num comunicado publicado no dia 21 de agosto, a importância de os agricultores e transportadores “constituírem reservas de combustível, respeitando, naturalmente, todas as regras de segurança”.

A confederação relembrou ainda que, caso a última greve se tivesse estendido, a situação teria sido “catastrófica para muitos agricultores”.

Para a CAP uma das situações mais problemáticas relaciona-se com as campanhas que vão ocorrer em setembro, nomeadamente as vindimas. E não é só em termos de produção que existe alarme, o setor vitivinícola é ainda responsável por mais de 200 000 empregos, número que expressa “a importância que representa para o país”.

A greve dos motoristas de matérias perigosas recomeça no dia 7 de setembro. Desta vez existe uma data prevista para terminar, dia 22 de setembro. Contudo, os mais de 15 dias sem abastecimento regular de combustível, nesta altura do ano, podem revelar-se uma tragédia para a agricultura nacional.