Alqueva é talvez a zona de maior transformação agrícola da Europa

A ministra da Agricultura afirmou que a região abrangida pelo Alqueva é, porventura, a zona da maior transformação agrícola na Europa e uma «boa» área para acolher investimentos que Portugal «tanto precisa».

Alqueva é «porventura» a «zona da maior transformação europeia em matéria de agricultura, de produção agrícola, de sistemas de produção», disse ontem Assunção Cristas, no concelho alentejano de Vidigueira, durante a cerimónia de inauguração do circuito hidráulico e do perímetro de rega de Pedrógão, integrados no projecto Alqueva.

«Hoje, a nossa agricultura está, de facto, a mostrar o que vale e que cartas pode dar no desenvolvimento económico sustentável do país, que se quer sustentável», disse, referindo que se tem «preocupado em sinalizar Alqueva como uma boa zona para acolher investimentos que o país tanto precisa».

Segundo a ministra, Alqueva é um “grande projecto”, que “deve orgulhar o Alentejo e o país” e vai permitir garantir água aos agricultores, durante três anos consecutivos de seca, e “sem beliscar as suas culturas”, o que “é absolutamente excepcional”.

Por outro lado, em Alqueva «produz-se riqueza para os agricultores e o país» e há a «possibilidade» de se trabalhar a terra «de forma diferente, acrescentando mais valor» à agricultura nacional, frisou.

Assunção Cristas disse que o projecto Alqueva está «em franca expansão e rápido desenvolvimento» e «dentro do calendário realista que foi definido pelo Governo», prevendo a conclusão das obras em 2015. «É particularmente grato para mim ver que este calendário não só está a ser cumprido, mas é credível», disse.

O circuito hidráulico e o perímetro de rega de Pedrógão, integrados no subsistema de Pedrógão, implicaram um investimento de 74,3 milhões de euros e irão permitir regar cerca de 5.500 hectares e beneficiar 460 agricultores.

Após a inauguração do circuito hidráulico e do perímetro de rega de Pedrógão, «há muito trabalho a ser desenvolvido», sublinhou a governante, apelando aos agricultores abrangidos pelas infra-estruturas e que «ainda estão a pensar no que vão fazer».

«Aquilo que queremos é aumentar a nossa produção agrícola nacional, acrescentar-lhe valor, continuar este caminho feliz das exportações do sector agro-alimentar e, com isso, saber que contribuímos, de forma muito significativa, para a criação de riqueza e emprego no nosso país», afirmou Assunção Cristas.

Na actual campanha de rega, Alqueva já tem infraestruturas de 68 mil hectares de regadio, mais de metade dos 120 mil hectares previstos no projecto global, cuja conclusão deverá acontecer em 2015.

«Quando estes 68 mil hectares estiverem a funcionar em pleno, é expectável que o aumento do valor acrescentado bruto só na actividade agrícola ascenda a 91 milhões de euros por ano», disse o presidente da Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva (EDIA), João Basto, na sua intervenção na cerimónia.

Fonte:  Lusa (via Agroportal)