Agricultura Biológica: Governo lança consulta pública

O Governo abriu uma consulta pública à Estratégia Nacional para a Agricultura Biológica e Plano de Ação para a Produção e Promoção de Produtos Biológicos. A consulta decorre até dia 30 de setembro.

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O objetivo do Governo, citado em comunicado, passa por «delinear e consolidar a estratégia global que está a ser criada pelo Grupo de Trabalho criado em junho passado e que que deverá ser apresentada até 31 de outubro«.

Amândio Torres, Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, refere que «estamos a progredir e a promover a qualidade alimentar através do aumento da produção em modo biológico, ao mesmo tempo que concretizamos um objetivo do XXI Governo Constitucional e que vamos ao encontro dos objetivos da estratégia Europa 2020 e da Política Agrícola Comum (PAC)».

«É importante dinamizar este setor, capaz de dar um enorme contributo para o Desenvolvimento Rural, sobretudo em articulação com a reprogramação do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR 2020) que está em marcha», vinca o governante, lembrando que «em causa estão novos postos de trabalho, altamente qualificados, envolvendo jovens, e uma aproximação à terra e a um modo de produção mais ecológico, que se traduz em melhor qualidade alimentar».

O Ministério da Agricultura refere, em comunicado, que a superfície cultivada em agricultura biológica em Portugal tem vindo a crescer de forma sustentada, representando atualmente 239 864 hectares e sete por cento da Superfície Agrícola Utilizada (SAL) do continente, sendo na Beira Interior e no Alentejo que se localiza cerca de 82% dessa superfície, destinada maioritariamente a pastagens e forragens para alimentar o efetivo pecuário.

«No ano de 2015 o número de produtores biológicos atingiu um total de 3837, os processadores e transformadores eram 304 operadores e registaram um crescimento apreciável. Existem 14 organizações de agricultores representando 1480 agricultores em agricultura biológica. A larga maioria das associações dispõe de técnicos», lembra a tutela.

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