ADVID publica boletim do ano vitícola 2016

A ADVID - Associação para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense publicou a versão final do boletim do ano vitícola 2016, agora já com os dados climáticos atualizados, até final de outubro, para completar o ano vitícola.

vinhos

De acordo com o boletim, o ano vitícola de 2015/2016 caracterizou-se «por uma elevada atipicidade em termos climáticos, com um inverno quente e chuvoso, primavera fria e extremamente chuvosa e verão extremamente quente e seco»

A evolução das condições climáticas «contribuiu para um abrolhamento mais precoce (cerca de duas semanas) verificando-se, no entanto, ao longo da primavera, um atraso significativo da fenologia, em especial do “Pintor”, que ocorreu com cerca de duas semanas de atraso», lê-se no documento.

Já a vindima iniciou-se cerca de uma semana mais tarde do que em 2015.

A precipitação intensa «ocorrida numa fase sensível do ciclo vegetativo deu origem a uma forte pressão de míldio, em especial nas cotas mais baixas (fenologia mais avançada) com impacto no potencial de produção, o que conduziu à necessidade da realização de mais tratamentos fitossanitários do que o habitual na região».

No período de verão, destaca-se «a ausência prolongada de precipitação, com a ocorrência de temperaturas e níveis de radiação muito elevados, que poderão ter afetado a parede vegetativa da videira e a evolução da maturação, em especial nalgumas parcelas de vinha mais expostas, saindo claramente beneficiadas as vinhas mais abrigadas ou localizadas em cotas mais altas».

Os dados recolhidos na rede de parcelas de referência dos Associados da ADVID, permitiram observar uma grande heterogeneidade no comportamento das castas por sub-região, o que demonstra que as condições locais e estratégias fitossanitárias seguidas tiveram maior impacto na produção final.

«A maturação teve um comportamento heterogéneo na região, tendo em conta a localização da vinha e casta, verificando-se de uma maneira geral, na data de colheita, valores mais baixos de acidez total e álcool provável que em 2015, mas teores em compostos fenólicos superiores, comparativamente ao mesmo ano», informa a ADVID.

A maioria da produção da Região Demarcada do Douro conseguiu ser vindimada até à primeira semana de Outubro, com condições climáticas muito favoráveis, permitindo compassos de espera com vista a obter os melhores mostos, o que indicia um bom potencial qualitativo dos vinhos em 2016».

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