A importância dos setores agrícola e florestal na produção de energia renovável

Numa altura em que coincidem a rápida subida da procura de alimentos e de energia, o Fórum Empresarial da COGECA destaca o papel importante que desempenham os setores agrícola e florestal na produção de energia renovável, que proporciona múltiplos benefícios, também para o clima.

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Na sua intervenção durante o Fórum sobre a “Transição energética e as cooperativas agroalimentares”, o presidente da Confederação Geral das Cooperativas Agrícolas da União Europeia (COGECA), Thomas Magnusson, afirmou que «os setores agrícola, florestal e agroalimentar são operadores chave neste período transitório para uma economia de baixo carbono, contribuindo assim para o cumprimento dos objetivos da União Europeia (UE) estabelecidos no quadro do acordo sobre o clima e a energia para 2030».

«Efetivamente, contribuem para a elaboração de uma produção alimentar sustentável e produzem energia renovável, por exemplo, mediante os painéis solares com os quais os agricultores equipam as suas explorações, o uso de biomassa para fins energéticos a partir dos resíduos de culturas ou de culturas energéticas, ajudando assim a descarbonizar o setor dos transportes», disse o responsável.

Assinalou ainda que também «proporcionam aos agricultores e proprietários florestais outra saída para a sua produção, uma fonte adicional de rendimentos e reduz a dependência do petróleo importado, revelando também que há importantes oportunidades de negócio para a produção de energia renovável e a economia circular, que permite às cooperativas agroalimentares realizar importantes benefícios económicos e serem mais competitivas».

Nos dois debates que decorreram entre os especialistas presentes no Fórum foram apresentando muitos casos de sucesso. Na Suécia, país onde a bioenergia representa 37% do uso energético, Alarik Sandrup, de Lantmannen Agroetanol, mostrou como produzem combustível sólido processado à base de madeira e lançaram a incorporação dos resíduos da cadeia alimentar para a produção de etanol avançado.

Por seu lado, Rachid Maghnouji da Royal Flora Holland, apresentou um projeto de produção de energia geotérmica nos Países Baixos, que permite aos produtores retirar água quente dos subsolos para aquecer as suas estufas e outras instalações de forma sustentável e a um preço estável.

Jean-Yves Menard, da cooperativa francesa Terrena, apresentou a iniciativa nova agricultura que oferece aos agricultores novas práticas para produzir mais utilizando menos produtos químicos e recursos naturais.

Da cooperativa espanhola Agropal, Alejandro Velasco mostrou como utilizam o biocombustível em paletes produzidos a partir de palha para contribuir para a redução de carbono do setor de transportes. Luc Peeters, da principal cooperativa belga de produção e frutas e hortícolas explicou como têm investido na conversão completa para iluminação LED em escritórios e instalações industriais, com o qual diminuíram consideravelmente o consumo energético e, por conseguinte, a pegada de carbono.

Tytti Peltonen, vice-presidente para as questões corporativas do grupo florestal finlandês Metsa Group, destacou a sua posição como operador chave no setor da bio economia, mediante o suo de madeira renovável procedente da gestão sustentável das florestas nórdicas. Lorenzo Valteri, da cooperativa vitivinícola italiana Caviro Distillerie apresentou novos projetos no domínio da energia e purificação, voltada para a produção de biocombustíveis.

O Fórum faz parte dos eventos incluídos na iniciativa da Comissão Europeia da Semana Europeia da energia sustentável, destinada a promover a energia sustentável para a Europa.

 Fonte: Confagri