Viticultores de Setúbal estimam quebra de produção de 20 a 30%

Os vitivinicultores de Setúbal vão pedir ajuda ao Governo para fazer face aos prejuízos provocados pela onda de calor do passado mês de junho, revelou hum dirigente da Associação de Agricultores do Distrito de Setúbal.

vinhos

«A associação tem sido alertada para o problema por dezenas de agricultores, que dizem ter sofrido uma quebra de produção entre os 20 e os 30%, mas há alguns que falam em quebras de produção de 40 a 50%», disse à agência Lusa um responsável da associação.

Segundo a Associação de Agricultores do Distrito de Setúbal (AADS), entre os mais afetados estão os vitivinicultores que não têm sistema de rega e que não puderam minimizar o impacto do calor nas vinhas, como aconteceu com Manuel Correia, no concelho de Palmela.

«Tive uma quebra de produção que deverá andar entre os 30 e os 45%» disse à agência Lusa Manuel Correia.

«O calor que se fez sentir em meados de junho, com temperaturas de 40 graus, provocou a morte dos cachos de uva e até de algumas cepas, principalmente das vinhas que não estão aramadas e que, por isso, não têm qualquer zona de sombra», explicou.

Segundo Manuel Correia, alguns produtores que têm água disponível «atacaram logo com muita água e conseguiram minimizar os prejuízos».

A AADS está ainda a proceder a um levantamento detalhado dos prejuízos sofridos pelos agricultores, mas garante que vai pedir ajuda ao governo para fazer face aos prejuízos, que «podem colocar em causa a sobrevivência de alguns pequenos e médios agricultores da região de Setúbal».

Foto: Francisco Santos