Vindima na UE: previsões apontam para menor colheita em 2016

As novas previsões do Copa-Cogeca revelam para este ano uma menor colheita de vinho em relação à do ano passado, em particular devido às más condições meteorológicas, declarou o presidente do grupo de trabalho “Vinho”, Thierry Coste.

vinhas

Em declarações após a reunião do grupo de trabalho “Vinho” do Copa-Cogeca, Thierry Coste afirmou que ultimamente os produtores têm sido confrontados com condições meteorológicas extremas, desde de chuvas fortes, a geadas e imprevisível granizo nos países de produção.

Por conseguinte, esperam que a colheita de vinho para 2016 seja inferior na União Europeia dos 28 em comparação ao ano passado, que foi particularmente bom e semelhante aos níveis de 2014.

No entanto, a situação do mercado é mais positiva, sobretudo em Itália, nos mercados de exportação. Em França, o consumo baixou no sector. Também se registou exportações recorde em Espanha, sobretudo de vinho a granel, mas com preços mais baixos. Porém, os preços podem continuar a descer, principalmente devido ao aumento das importações a baixo valor.

Questões relacionadas com a investigação e ferramentas disponíveis para lutar contra as doenças da videira também tiveram em debate. A Comissão apresentou os programas ativos no âmbito da investigação, particularmente um programa de investigação no quadro do Horizonte 2020 (Winetwork) e outro do Grupo EIP AGRI sobre as pragas e as doenças da viticultura.

Na reunião foi ainda avaliada a possibilidade para uso comercial de variedades resistentes e híbridas, que apesar de não serem atualmente comercialmente atrativas, devido às alterações climáticas e as suas consequências a nível da resistência das culturas, podem ser reconsideradas num futuro próximo.

Por último, mantém-se o intercâmbio de opiniões com o setor dos viveiros vitícolas, uma atividade, sobretudo, liderada pela França, Itália e Espanha e um pouco menos por Portugal e Hungria. Cerca das 373 milhões de plantas vendidas a nível mundial em 2016 procedem destes viveiros.

Fonte: Agrodigital