Produção mundial de rações ultrapassa um milhão de toneladas

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Em 2016, a produção mundial de rações excedeu a fronteira de um milhão de toneladas, concretamente, 1.032,2 milhões de toneladas, o que supõe um aumento de 3,7% face ao ano anterior, de acordo com a Global Feed Tonnage Survey de Alltech.

O crescimento na produção contrasta com uma descida de 7% no número de fábricas de rações, o que demonstra um aumento do tamanho médio das fábricas e a sua maior eficiência.

Aidan Connolly, diretor de inovação e diretor de Alltech’s Glogal Feed Tonnage Survey, recorda que a produção mundial de rações passou por um crescimento to de 19% desde o primeiro Alltech’s Global Feed Tonnage Survey, em 2012.

Os dois líderes mundiais em produção de alimentação animal são a China e os Estados Unidos da América (EUA), que aglutinam um terço do total.

Produzem volumes semelhantes, mas enquanto a China está mais especializadas em rações para porcos, os EUA concentram-se mais na alimentação para gado bovino e leite, verificando-se grandes diferenças por setor, como por exemplo, em rações de porcos a China produziu 75,7 milhões de toneladas face aos 41,6 milhões dos EUA, enquanto em rações para gado leiteiro os Estados Unidos lideram com 23 milhões de toneladas face aos três milhões de toneladas da China.

Os Top-10 na produção mundial de rações continuam a ser a China, Estados Unidos; Brasil, México, Índia, Espanha, Rússia e a França. Em alguns países registaram-se aumentou significativos na produção.

O caso em destaque é o Vietname, com um crescimento de 21% em 2016. Em África, o aumento anual foi de 13%, destacando a situação da Nigéria, Argélia, Tunísia, Quénia e a Zâmbia. De salientar também o crescimento de produção no Chile, Argentina e Brasil.

Na União Europeia, os países líderes em produção de rações, como a Alemanha, França e Holanda reduziram os seus valores em 2016, ao contrário de Espanha, com um amento de 8%, até um total de 31,9 milhões de toneladas.

Os Top-30 na produção mundial de rações juntam 86% do volume produzido, o que implica que os 11 países restantes apenas representem 14% da produção.

O valor da indústria da alimentação animal sobe para os 460 milhões de dólares.

Em 2016, devido aos menores preços do milho e da soja, baixaram os preços das rações, o que supõe 70% dos custos de produção. Estima-se uma redução nos preços das rações a nível global, entre 5 e7%, por espécies.

Fonte: Agrodigital