O mercado bovino nas principais regiões produtoras

braford_alinhados_site_1.jpg.465x211_q85_crop_upscale-TrueA oferta mundial de carne de bovino está numa fase de ajuste, com a maioria das regiões chave na produção e exportação a passarem por uma escassez na produção. Esta redução poderá prolongar-se em 2014 e 2015, de acordo com o relatório trimestral do Rabobank. É pouco provável que o veto russo tenha um grande impacto nos mercados mundiais de carne bovina, se bem que o Brasil será o maior beneficiado. O impacto nos principais exportadores, como a Austrália e os EUA será minímo, devido aos grandes obstáculos que já existiam com a Rússia antes do veto.

A situação por países é a seguinte:

- EUA.: A volatilidade continua a caracterizar o mercado, os preços do gado continuam a ser negociados em níveis recorde, e a procura dos consumidores mantém-se firme.

– Brasil: as exportações do Brasil beneficiaram do aumento da procura na Rússia neste trimestre e começará a exportar também para a China durante os próximos 6 meses. A forte procura e a escassez de oferta fizeram subir o preço do gado.

- Austrália: as chuvas de agosto melhoraram a situação de seca que se vinha registando. Valores recorde de cabeças de gado impulsionaram também as exportações para níveis recorde, com uma forte procura internacional que ajudou a suster os preços.

- China: ainda se espera que as importações totais da China em 2014 sejam inferiores aos níveis recorde de 2013, prevê-se que a procura para o resto de 2014 se fortaleça.

– Nova Zelândia: os ingressos nos setor de bovino de carne da Nova Zelândia manteram-se em níveis recorde, e com uma previsão de escassez de oferta e uma forte procura dos EUA geram umas perspetivas otimistas para 2014 e 2015.

– Canadá: preço similar ao dos EUA, tendo-se comercializado toda a oferta disponível.

- Argentina: espera-se que a produção aumente estacionalmente com as melhores condições meteorológicas, mas as exportações seguem em níveis historicamente baixos, apesar dos desenvolvimentos comerciais encorajadores com os EUA e a Rússia.

– México: oferta escassa, com uma produção que se espera que aumente 0,9% para final do ano.

– UE: espera-se que o mercado se mantenha sob pressão e, no melhor dos casos, que estabilize. É pouco provável que aumentem os preços devido à concorrência dos preços mais baixos da carne de porco e frango.

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