Governo vai criar estatuto do jovem empresário rural para rejuvenescer população

O Governo vai criar o estatuto do jovem empresário rural e «definir apoios associados», para promover «o rejuvenescimento da população rural», disse o ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Capoulas Santos.

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A medida pretende incentivar «a instalação de jovens empresários em atividades não agrícolas no mundo rural», contribuindo para a «diversificação e estruturação do tecido económico regional», adiantou Capoulas Santos.

O ministro falava numa sessão para assinalar os 130 anos da Escola Superior Agrária de Coimbra, que é o mais antigo estabelecimento de ensino do setor da agricultura em Portugal.

No mesmo sentido, acrescentou Capoulas Santos, será criado o «banco de terras», que visa principalmente «ceder terra para exploração a jovens agricultores com formação adequada» e cujo projeto do Governo já foi enviado para a Assembleia da República.

Caso o parlamento aprove o projeto do Governo, o «banco de terras» pode constituir-se como um instrumento através do qual os jovens, designadamente alguns dos que frequentam a ESAC, possam estabelecer-se como «empresários agrícolas de sucesso», desafiou o ministro.

O Governo também está «empenhado em incentivar» a produção biológica, de modo a satisfazer a procura crescente destes produtos, afirmou Capoulas Santos.

No âmbito do Plano de Desenvolvimento Rural (PDR) do quadro comunitário de apoio Portugal 2020 (PDR 2020), «até 2016 foram efectuados pagamentos a áreas sob compromisso de 223 mil hectares» (conversão e manutenção), que representam 6% da superfície agrícola útil do Continente, num valor de apoio previsional de cerca de 130 milhões de euros, para um período de cinco anos, sublinhou.

Os valores alcançados são «muito superiores aos inicialmente previstos» no PDR 2020 (105 mil hectares, apoios de cerca de 95 milhões de euros), o que «atesta o interesse por este modo de produção», sustentou o ministro.

O modo de produção biológica está sujeito a uma «regulamentação rigorosa» e exige preparação dos produtores, salientou Capoulas Santos, congratulando-se pelo facto de a ESAC ter criado «esta formação tão especializada».

A ESAC é «um parceiro importante da estratégia para a agricultura biológica que o Governo quer implementar», assegurou, enaltecendo o trabalho que a escola tem tido ao longo dos seus 130 anos de existência.

Fonte: Lusa