Beringelas cultivadas ao ar livre têm maior poder antioxidante

berinjaAs beringelas cultivadas ao ar livre acumulam uma maior quantidade de antioxidantes, sobretudo polifenóis, do que as que são cultivadas dentro de estufas.

Por outro lado, a variedade conhecida como “Beringela de Almagro” apresenta melhores propriedades nutricionais do que as variedades modernas comercializadas atualmente.

Estas são duas das principais conclusões de um estudo desenvolvido por investigadores da Universidade Politécnica de Valência e da Universidade Complutense de Madrid, publicado este mês no Journal of the Science fo Food and Agriculture.

O objetivo dos investigadores foi analisar diferentes condicionantes que incidem na qualidade da beringela, quer desde o ponto de vista organoléptico como nutricional. Estes fatores foram o ambiente no qual se cultiva a beringela – campo aberto ou estufa; a época de plantação e o genótipo da variedade.

O estudo incluiu dois cultivos em estufa e outros dois ao ar livre, em dois anos sucessivos e com nove variedades diferentes: três tradicionais; três híbridas resultantes do cruzamento entre as tradicionais; e três híbridas comerciais.

As variedades locais apresentaram, em média, um maior teor de vitamina C e de compostos fenólicos totais do que os híbridos comerciais, assim como baixos níveis de carbohidratos e amido.

Os investigadores comprovaram também que os híbridos entre variedades tradicionais comportam-se como se fosse tradicionais, de um ponto de vista funcional. Isto implica que, para a melhoria genética, a utilização de alguma destas variedades tradicionais permitirá obter variedades modernas com mais antioxidantes e, por isso, com mais potencial nutricional.
Por último, o estudo adianta ainda que, para obter frutos de grande qualidade, é fundamental cultivar a temperaturas altas e com muitas luz.

“Este estudo oferece-nos, definitivamente, informação de grande utilidade para determinar as melhores condições de cultivo e selecionar o melhor material possível de forma a obter beringela com as melhores propriedades nutricionais, organolépticas e bioativas”, concluem os investigadores.

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