Viveiro do Lima: o único na Península Ibérica a trabalhar com a framboesa Enrosadira®

O Viveiro do Lima, um viveiro dedicado exclusivamente à produção e comercialização de plantas fruteiras (sobretudo pequenos frutos), localizado a Norte de Portugal, no concelho de Ponte de Lima, assinou recentemente um contrato de licenciamento, que faz com que seja o único Viveiro na Península Ibérica, a poder trabalhar com a nova variedade de Framboesa remontante Enrosadira®.

enrosadira

«É este o nome da Framboesa, que tem conquistado a preferência dos produtores deste saboroso fruto, não só na Europa, mas também fora do nosso Continente», salientam os responsáveis, em comunicado.

Lançada comercialmente em 2015, os resultados obtidos pelos produtores, com esta variedade, «têm surpreendido de Itália à Inglaterra, de Marrocos à Polónia, mostrando a sua elasticidade e, de que apesar das baixas necessidades de frio, é capaz de suportar temperaturas abaixo de -20ºC, durante vários dias, mas que apresenta igualmente um excelente comportamento, sobre o calor do nosso Sudoeste Alentejano», informam.

Também a sua forma de cultivo, «mostra bem a sua adaptabilidade a diferentes condições, com bons resultados no solo ou em vasos, em túneis ou ao ar livre».

Para as condições portuguesas, «é uma excelente variedade, para se conseguir duas colheitas anuais, apresentando uma precocidade muito interessante, quando comparada com as outras variedades, atualmente existentes no mercado», acrescentam.

Trata-se de uma planta ligeiramente espinhosa, de grande vigor e laterais curtos, mas muito produtivos, apresentando grandes frutos cónicos, de excelente sabor, vermelho claros e muito brilhantes.

Na colheita, demarca-se pela facilidade com que o fruto se destaca do pedúnculo, bem como pelo seu aspeto compacto, apresentando resultados excelentes no que diz respeito ao poder de conservação pós-colheita, sem grande alteração de cor.

«Com uns resultados tão positivos nos últimos anos, seria de esperar que esta variedade pudesse implicar custos elevados de royalties, aquando da sua aquisição, ou durante a sua produção, ou até que a comercialização do seu fruto fosse exclusiva, de alguma empresa ou organização de produtores», adianta o Viveiro do Lima.

E recordam que a framboesa Enrosadira, «não só é uma variedade, cujos frutos poderão ser livremente comercializados, como os custos relacionados com os royalties, também existentes neste caso, estão desde logo incluídos no custo de aquisição das plantas e o seu valor é tão baixo, que o seu preço final se mostra competitivo, até para as variedades mais antigas, em que já não se aplicam royalties».

«É por isso um grande orgulho para nós, poder proporcionar aos nossos clientes, aquela que se espera ser a variedade de topo, entre as Framboesas, durante os próximos anos», rematam os responsáveis.