Vindimas revelam trajetórias distintas nas zonas Norte e Sul

Segundo o Boletim Mensal da Agricultura e Pescas do INE (Instituto Nacional de Estatística), é previsto que ocorra um aumento de produtividade geral de 5% face à vindima anterior.

O aumento de produtividade é essencialmente suportado pelo bom desenvolvimento vegetativo das vinhas nas regiões vitivinícolas do interior Norte e Centro, que contrasta com os problemas detetados no Sul.

As vindimas iniciaram-se em meados de agosto nas castas brancas mais precoces e no final do mês nas tintas. Segundo os dados recolhidos, as uvas apresentam bom estado sanitário e equilíbrio entre açucares e nível de acidez.

Nas regiões mais afetadas pela falta de humidade, como o Ribatejo e o Alentejo, registam-se diminuições no tamanho do bago e peso do cacho. Também no Ribatejo e Oeste, e em resultado das baixas temperaturas durante o vingamento, observa-se um menor número de cachos por cepa, com implicações no rendimento unitário alcançado.

Quanto à uva de mesa, as previsões apontam para uma diminuição de produção registada nos 5% face a 2018.