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Agrotec

Irlanda do Norte proíbe cultivo de OGM

Na região não existem plantações comerciais de organismos geneticamente modificados, apesar de serem importados diversos produtos que os utilizam, como a soja.

O governo da Irlanda do Norte anunciou a proibição ao cultivo de organismos geneticamente modificados (OGM), por não ver "vantagens" suficientes no uso de transgénicos.
O país agiu de forma similar à Escócia em agosto, depois que a União Europeia (UE) estabeleceu neste ano que os 28 Estados-membros poderiam adotar a própria legislação sobre o assunto. "Continuo sem estar convencido das vantagens dos cultivos geneticamente modificados e considero prudente proibí-los", afirmou o ministro do Meio Ambiente norte-irlandês, Mark Durkan.

No Reino Unido não existem plantações comerciais de organismos geneticamente modificados, apesar de serem importados diversos produtos que os utilizam, como a soja.
"O modo como os terrenos aqui são utilizados e o tamanho relativamente pequeno de muitas instalações agrícolas faz com que existam potenciais dificuldades se quiséssemos manter separados os cultivos modificados e não modificados", ressaltou Durkan.

Para o representante norte-irlandês do Meio Ambiente, os custos dessa eventual separação seriam "significativos" e tornariam esse procedimento algo "pouco prático".
"Além disso, estamos muito orgulhosos do nosso meio ambiente natural e a nossa biodiversidade rica. Internacionalmente, somos vistos com uma imagem limpa e verde. Estou preocupado que, se cultivarmos organismos modificados, que são controversos, podemos danificar a nossa imagem", acrescentou o ministro.

Na Inglaterra, o Ministério do Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais enfatizou que só permitirá a plantação de transgénicos se "uma assessoria de riscos robusta garantir que é seguro para as pessoas e para o meio ambiente".
O País de Gales, por sua vez, mantém o que descreve como uma "aproximação restritiva e cautelosa acerca do cultivo de organismos modificados geneticamente".

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