IPS integra projeto que permitirá poupanças no regadio em Portugal

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Já arrancou a primeira fase do projeto de investigação AGIR - Sistema de Avaliação da Eficiência do Uso da Água e Energia em Aproveitamentos Hidroagrícolas, de cujo Grupo Operacional, coordenado pela Federação Nacional de Regantes de Portugal (FENAREG), faz parte o Instituto Politécnico de Setúbal (IPS).

Financiado pelo Programa de Desenvolvimento Rural 2014-2020 - PDR2020 (Grupos Operacionais – Ação 1.0.1), o projeto terá a duração de três anos, decorrendo em três fases, tendo em vista a criação de um sistema uniformizado e adaptado às redes hidráulicas dos aproveitamentos hidroagrícolas, para avaliação da eficiência do uso da água e da energia.

Refira-se que o regadio é uma componente fundamental para a agricultura em Portugal, tendo sido identificadas ineficiências várias resultantes do uso inadequado das suas infraestruturas, quer de armazenamento, quer de distribuição.

As perdas de água, por exemplo, podem ascender a 40% da água entrada nos sistemas com superfície livre e a 30% nos sistemas em pressão e, em alguns aproveitamentos hidroagrícolas, o custo da energia pode chegar a representar cerca de 70% do preço da água para rega.

«Há, pois, um elevado potencial de poupança neste setor, tendo também em vista a preservação dos recursos e a garantia da sustentabilidade dos sistemas, e é nesse sentido que o sistema AGIR pretende trabalhar, tendo como horizonte um uso mais eficiente da água e da energia e apoiar igualmente a tomada de decisão, planeada e sustentada, das entidades gestoras, bem como das próprias explorações agrícolas», afirma o IPS.

O Grupo Operacional é constituído por 12 entidades, sendo o IPS uma das duas instituições do ensino superior, juntamente com a Universidade de Évora.

«Cabe-lhe, em concreto, a valência da análise económica, avaliar as soluções propostas e implementadas e assegurar o desenvolvimento dos materiais necessários para a disseminação dos resultados, acompanhando e apoiando a atividade de planeamento da iniciativa», acrescenta.

Além disso, o IPS tem a seu cargo a liderança/coordenação de algumas das tarefas previstas, entre elas o diagnóstico preliminar dos casos-piloto a estudar, a elaboração de guias técnicos com orientações para a implementação da metodologia desenvolvida e ainda o desenvolvimento da aplicação computacional.

Recorde-se que a primeira reunião do AGIR [fotos em anexo] teve lugar a 5 de julho, na sede da Associação de Beneficiários da Obra de Rega de Odivelas (ABORO), com o objetivo de proceder ao planeamento da fase 1 do projeto, que consiste no estabelecimento da metodologia para avaliação da eficiência do uso da água e da energia e no diagnóstico preliminar dos casos-piloto a estudar.

No final do projeto está previsto um evento público com visibilidade nacional para apresentação dos resultados, que serão total e amplamente disseminados, designadamente através da plataforma da Rede Rural Nacional e dos websites dos parceiros, de forma gratuita.

Foto: IPS