Especialista italiano palestrou sobre a fertilização do mirtilo

mirtiloMais de uma centena de pessoas marcaram presença no Centro das Artes e do Espetáculo de Sever do Vouga, na manhã de sábado, dia 13 de abril, para assistir à conferência “A Fertilização do Mirtilo”.

A organização, a cargo da AGIM – Associação para a Gestão, Inovação e Modernização do Centro Urbano de Sever do Vouga e da empresa Espaço Visual – Consultores de Engenharia Agronómica, Lda. convidou um reconhecido especialista nesta área, Gianpiero Ganarin, do Istituto Agrario Di San Michele All’Adige, de itália. Este técnico transmitiu à plateia a experiência italiana no cultivo do mirtilo e partilhou técnicas e práticas a implementar para uma correta cultura da planta e consequente otimização da colheita deste pequeno fruto. Aspetos de ordem técnica relativos a fertilização da planta do mirtilo dominaram grande parte da sessão, sobretudo o técnico italiano apontou a absoluta necessidade de colocar nas plantações sistemas de adubação através da rega (fertirrigação) e o acompanhamento técnico organizado e regular.

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Gianpiero Ganarin respondeu às muitas dúvidas colocadas pelos presentes ao longo da sessão, tendo contado, neste ponto, com a colaboração de Pedro Oliveira (INIAV – Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária), que moderou o debate, e dos comentadores Lopes da Fonseca (INIAV) e Gonçalo Bernardo (AGIM), que completaram a mesa desta conferência.

Esta iniciativa inseriu-se numa estratégia de afirmação da AGIM como associação socioprofissional que pretende elevar o conhecimento técnico e de gestão dos mirticultores, e faz parte do programa de atividades que a AGIM e a Espaço Visual têm definidas para prestar acompanhamento técnico aos produtores deste pequeno fruto.

Espera-se que no final deste ano Portugal tenha em cultura cerca de 1000 hectares de mirtilos. Esta forte pressão de implantação por parte de muitos produtores, a maioria dos quais vêm de fora do mundo agrícola, sobretudo jovens agricultores, resulta do facto de esta ser uma atividade muito rentável, aliada à forte capacidade exportadora das suas produções e, além disso, pela sua produtividade possuir um alto potencial de progressão, a qual virá a compensar, no futuro, eventuais abaixamentos de preços de comercialização que possam vir a ocorrer.