Aparecimento de nova bactéria na agricultura italiana faz soar alarme

bacteriaA deteção na província italiana de Lecce de dois surtos de uma nova e perigosa bactéria em plantações de oliveira, amêndoa, adelfo e plantas ornamentais fizeram disparar todos os alarmes na União Europeia, até ao ponto de que o Executivo Comunitário e adotou a decisão de proibir a circulação de material vegetal proveniente daquele território italiano com o objetivo de evitar uma possível propagação deste organismo nocivo, cuja presença na Europa era até agora desconhecida.

Todos os indícios apontam para que, mais uma vez, as importações agrárias provenientes de países terceiros estão por trás da entrada na agricultura europeia desta nova doença.
Esta bactéria detetada em Itália chama-se Xanthomonas. Fastidiosa e ataca principalmente os cultivos lenhosos, entre eles, os cítricos, a vinha, a amêndoa, os frutos de todo o tipo, as plantas ornamentais ou as oliveiras. A patogenia transmitida por este organismo materializa-se numa queda rápida de folhas e ramos que se vão vendo afetadas por sintomas de sequeira e deterioração geral, que pode chegar a causar sérios danos na própria árvore.
A principal forma de propagação da X. Fastidiosa é o material vegetal destinado à plantação, enquanto que a principal medida de controlo fitosanitário baseia-se precisamente em aumentar extremamente o controlo do comércio, já que depois de aparecer um foco desta bactéria, os tratamentos químicos não fazem efeito e, chegado a esse extremo, a única solução possível consiste em eliminar as árvores e a vegetação silvestre circundante que pode hospedar este organismo.
Na sua comunicação oficial, a própria Comissão adverte que “tendo em conta a sua natureza, é provável que se propague de forma rápida e vasta”.
Para o evitar, o Executivo Comunitário ordenou todos os Estados membros que realizem inspeções anuais para detetar a possível presença da bactéria Fastidiosa nos produtos vegetais dos seus respetivos territórios e a comunicar os resultados dessas inspeções.
O presidente da Associação Valenciana de Agricultores lamentou o sucedido: “Estamos perante a presença em Itália de uma nova e perigosa bactéria. Trata-se de uma ocorrência infeliz que demonstra, de forma evidente, que as nossas repetidas denúncias e alertas para os graves riscos que trazem as importações agrárias de países terceiros em condições irresponsáveis e desleixadas”

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